Especialista em neuromarketing fala sobre estratégias em mídias pagas

O segundo dia do Comunisul recebeu a publicitária especialista em neuromarketing Adair Christina, que abordou o tema dos anúncios patrocinados, importante ferramenta da comunicação na era digital. A palestrante deu dicas sobre como potencializar o alcance da publicidade, adequando corretamente o tipo de conteúdo onde entrará o anúncio, a localização geográfica das pessoas que o receberão e o horário mais vantajoso, de acordo com o comportamento de cada público-alvo.

Uma ferramenta citada por Adair é a possibilidade de escolher em quais pontos da cidade aparecerá tal anúncio e em quais não, fazendo com que as empresas invistam apenas o que de fato trará retorno. “Hoje é possível fazer uma campanha apenas para um bairro, ou somente em um CEP específico”,  disse a publicitária. Essa ferramenta impede, por exemplo, que uma empresa de internet por fibra ótica anuncie o serviço em uma localidade onde ainda não há estrutura de rede compatível.

Para elaborar as estratégias de marketing, Adair afirmou que o principal é conhecer os comportamentos. “Quando você conhece o comportamento, a rotina da pessoa, você consegue incluir o seu anúncio em um melhor momento. Às 16h é um bom horário para começar a anunciar promoção de ‘happy hour’, por exemplo, porque é próximo das 18h e geralmente a maioria das pessoas não vê a hora de sair do trabalho”. A palestrante comentou também sobre a estratégia que utilizou para anunciar empréstimos: “Percebi que o intervalo entre às 22h e às 2h da madrugada é quando as pessoas mais procuram por crédito na internet, porque é comum a pessoa que tem dívidas não conseguir dormir, tamanha a preocupação. Então, uma das coisas que elas mais pesquisam nesse horário é alguma forma de ganhar dinheiro”. Questionada sobre os dilemas éticos envolvendo este tipo de estratégia, a especialista em neuromarketing avaliou que “cabe à pessoa analisar se pode ou não fazer o empréstimo, se será realmente benéfico para sua situação financeira. A empresa precisa tentar vender e eu cumpro o meu papel”.

Outra estratégia que chamou a atenção foi a de colocar a mídia da empresa que a contratou na página de suas concorrentes, com o objetivo de captar os clientes que estão interessados no produto e tirá-los da concorrência. Segundo Adair, a prática apenas é proibida em páginas de empresas com marca registrada. Dessa forma, é comum colocar anúncio de uma empresa grande na página de uma concorrente pequena, já que geralmente a última não possui marca registrada. “Já fiz isso. É preciso cobrir todas as possibilidades na campanha. Os donos da marca podem entrar em contato e pedir para retirar o anúncio, é um risco que se corre, assim como se um restaurante panfletasse em frente ao outro e os donos pedissem para parar. O online é reflexo do offline”, disse.

Sobre o Comunisul ser organizado pelos próprios alunos, Adair considerou “muito importante a iniciativa, porque é necessária essa vivência para chegar no mercado de trabalho e saber o que  fazer. É preciso ter o conhecimento da prática”.

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