No último período de atividades do 14º SBPJor, antes da cerimônia de encerramento oficial, dez sessões coordenadas deram continuidade às apresentações de pesquisa no evento. Na sessão 21, sobre jornalismo e empreendedorismo, dois pesquisadores trouxeram trabalhos relacionados ao financiamento para realizar e distribuir produções jornalísticas.

fernando
Fernando Soares comenta sobre o crowfunding no Brasil

Fernando Soares apresentou o artigo O crowfunding no jornalismo brasileiro: um panorama sobre o uso de uma nova fonte de financiamento. Utilizando dados do saite Massolution, que estipula em 2015 movimento de US$34,4 bilhões, dos quais US$6,2 milhões envolvem projetos em jornalismo. A pesquisa de Fernando foi com dados de 2011 até 2015. Foram 141 projetos jornalísticos, dos quais 47% obtiveram êxito, a concentração ficou nas regiões Sul e Sudeste (São Paulo, principalmente). Desses projetos, 67 dos bem-sucedidos correspondem a 90% do valor arrecadado. Foram 17 mil pessoas investindo nas arrecadações para jornalismo e, destes, 15 mil doaram para um projeto que conseguiu atingir a meta. A média foi de 120 colaboradores financeiros por proposta. Soares ainda trouxe dados mostrando que, desses, a maioria dos projetos envolve conteúdo online. Os formatos que nunca conseguiram verba são de fotojornalismo, rádio ou podcast.  Nas causas e perspectivas desses fatores, o pesquisador afirma que as crises econômica e de credibilidade influenciam nessas mudanças, mas a modalidade de arrecadação online terá cada vez mais atores envolvidos.

No último período de atividades do 14º SBPJor, antes da cerimônia de encerramento oficial, dez sessões coordenadas deram continuidade às apresentações de pesquisa no evento. Na sessão 21, sobre jornalismo e empreendedorismo, dois pesquisadores trouxeram trabalhos relacionados ao financiamento para realizar e distribuir produções jornalísticas.

Fernando Soares apresentou o artigo O crowfunding no jornalismo brasileiro: um panorama sobre o uso de uma nova fonte de financiamento. Utilizando dados do saite Massolution, que estipula em 2015 movimento de US$34,4 bilhões, dos quais US$6,2 milhões envolvem projetos em jornalismo. A pesquisa de Fernando foi com dados de 2011 até 2015. Foram 141 projetos jornalísticos, dos quais 47% obtiveram êxito, a concentração ficou nas regiões Sul e Sudeste (São Paulo, principalmente). Desses projetos, 67 dos bem-sucedidos correspondem a 90% do valor arrecadado. Foram 17 mil pessoas investindo nas arrecadações para jornalismo e, destes, 15 mil doaram para um projeto que conseguiu atingir a meta. A média foi de 120 colaboradores financeiros por proposta. Soares ainda trouxe dados mostrando que, desses, a maioria dos projetos envolve conteúdo online. Os formatos que nunca conseguiram verba são de fotojornalismo, rádio ou podcast. Nas causas e perspectivas desses fatores, o pesquisador afirma que as crises econômica e de credibilidade influenciam nessas mudanças, mas a modalidade de arrecadação online terá cada vez mais atores envolvidos.

gabriel
Gabriel Galli explica sobre a importância das comunidades no crowfunding

Gabriel Galli apresentou o artigo Reflexões sobre a importância da formação de comunidades no crowfunding do jornalismo. A necessidade em competir pela atenção para conseguir os incentivos financeiros é grande e se dá pela falta de verbas. Gabriel também trouxe dados para ilustrar que 2015 foi o pior ano da indústria jornalística, enquanto a circulação caiu 7%, a publicidade cresceu 8%, o maior índice desde 2009. Além disso uma onda de demissões vem acontecendo no Brasil. No entanto o sistema de crowfunding já colaborou com sites como Agencia Pública, com R$70 mil para bolsas de reportagens investigativas e Jornalistas Livres com R$133 mil, durante o ano. Na Holanda há o caso do De Correspondent, que com 60 mil assinantes, colaboram com US$60 por mês para manter o saite, que começou com crowfunding. Por fim, Gabriel citou que “é necessário repensar as atividades jornalísticas”, é preciso tomar cuidado para manter as qualidades de jornalista porque aqueles que auxiliam financeiramente acabam se tornando um pouco editores da iniciativa que apoiam.

Deixe uma resposta