Profissionais sugerem a estudantes de comunicação criar oportunidades em parcerias

Primeiro dia do Comunisul reuniu palestrante motivacional, estrategista de mídia social, engenheiro mecânico e jornalista para falarem sobre “Autonomia do profissional de comunicação”

A mesa de debates “Autonomia do profissional de comunicação” abriu a terceira edição do Comunisul, evento organizado por estudantes do sexto ciclo de comunicação da Unisul Pedra Branca. Juliana Germann, jornalista especializada em comunicação e palestrante motivacional; Ariana Luz, publicitária especializada em empreendedorismo e estrategista de mídias sociais; Rodrigo Rocha, engenheiro mecânico que atua como gerente executivo da Gráfica Rocha, e Elio Quaresma, jornalista com vivência em marketing, responderam a diversas perguntas feitas por estudantes. O professor Daniel Signorelli conduziu o debate.

O tema do evento deste ano é a “comunicação nômade”, numa alusão de que, cada vez mais, há profissionais trabalhando de lugares não convencionais por meio da tecnologia digital. Ariana, respondendo pergunta do público, destacou as possibilidades que existem atualmente para se criar as próprias oportunidades, graças à internet: “Se não tem a oportunidade, cria. Faz um blog, um site, um canal no YouTube, qualquer coisa”.

A mesa teve, em muitos momentos, um forte apelo motivacional. Juliana trouxe quatro palavras importantes para se chegar ao sucesso: foco, ousadia, determinação e “antifragilidade”. Em resumo, as palavras expressam comportamentos necessários para se definir caminhos a seguir na vida e na profissão. Os debatedores também trataram de como encarar o fracasso. Segundo Elio, “todo mundo já fracassou alguma vez” e, nas palavras de Juliana, ele deve servir para que “se levante, sacuda a poeira e continue a trajetória”.

A importância do networking e de enxergar as pessoas da mesma área como parceiras e não como concorrentes é essencial no contexto da comunicação, segundo os convidados. Elio Quaresma considera “libertador” o momento em que rompemos essa barreira e passamos a enxergar a pessoa da mesma área como parceira: “quando se enxerga como concorrente, se acaba fechando os projetos para si. Durante muito tempo fui assim. Um dia, percebi que não fazia sentido e comentei com uma pessoa sobre um projeto que estava planejando. Isso me possibilitou encontrar o desenvolvedor que eu estava precisando e que, até hoje, desenvolve o projeto junto comigo. Quando tu enxergas as pessoas da área como parceiras, tu te libertas”.

Ariana Luz achou muito importante a universidade fomentar um evento promovido pelos alunos e acredita ter conseguido passar um pouco de sua experiência: “espero que isso tenha ajudado o pessoal, quando chegar no mercado, a estar mais preparado. Gostei muito do que aconteceu aqui”.

Elio Quaresma, que é egresso da Unisul, ficou feliz que o Comunisul continua atraindo o público e considera “muito importante que as discussões sobre a profissão se mantenham na academia. Lá fora, não temos essa oportunidade de conversar sobre o próprio mercado”, lamenta. Sobre o evento e a contribuição que teve para os estudantes, o jornalista disse: “fiquei muito feliz de ser convidado. Estou na ‘próxima etapa’ da maioria que estava aqui porque acabei de sair da faculdade, me formei no ano passado e minha carreira está se transformando”.

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